Venezuela diz que câncer de Chávez foi induzido por EUA
Horas antes de anunciar a morte de Hugo Chávez, o governo da
Venezuela recorreu a um dos truques favoritos do presidente para tentar
unir seus partidários: falar de uma suposta conspiração dos EUA para
desestabilizar o país. O vice-presidente Nicolas Maduro até sugeriu que
Washington poderia estar por trás do câncer de Chávez.
"Por trás de tudo, estão os inimigos da pátria", disse Maduro, na
televisão estatal, ladeado por todo o gabinete, governadores e
comandantes militares do país. Maduro disse que o adido da Força Aérea
da Embaixada dos EUA, coronel David Delmonaco, e um oficial militar
norte-americano se aproximaram de membros do exército venezuelano e
tentaram recrutá-los para "desestabilizar" a nação sul-americana. Maduro
não deu detalhes sobre o suposto plano.
Maduro também sugeriu que "inimigos históricos" do país, uma frase
muito usada na Venezuela para se referir aos EUA e seus aliados, podem
ter causado o câncer de Chávez. Ele disse que o país provavelmente
descobriria no futuro que Chávez "foi atacado com esta doença".
A gestão Obama, que espera estreitar as relações com a Venezuela após
anos de antagonismo de Chávez, rejeitou as alegações. "Nós rejeitamos
completamente a afirmação de que os EUA estão envolvidos em qualquer
tipo de conspiração para desestabilizar o governo venezuelano. Nós
rejeitamos as alegações específicas contra membros da nossa embaixada",
disse o porta-voz do Departamento de Estado, Patrick Ventrell.
A retórica de Maduro é semelhante às teorias da conspiração que
Chávez teceu durante seus 14 anos no poder. O líder populista
venezuelano pode ter se inspirado em seu mentor político, Fidel Castro,
que há muito tempo busca apoio do povo cubano ao retratar os EUA como um
inimigo implacável. As informações são da Dow Jones.
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