quinta-feira, 16 de abril de 2015

COM O ESCOAMENTO DO NOSSO DINHEIRO SENDO DESVIADO PARA VÁRIOS PAÍSES, A EXEMPLO DE "CUBA", NADA MAIS JUSTO DO QUE O BNDES FINACIAR AS PEQUENAS EMPRESAS

Senador Fernando Bezerra pede apoio do BNDES para micro e pequenas empresas


O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) solicitou ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, que a instituição não diminua o percentual de financiamentos a micro e pequenas empresas, por meio do Cartão BNDES. O apelo foi feito durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sobre as diretrizes e perspectivas do BNDES para 2015.

“Estamos nos referindo à padaria, à metalúrgica, à pequena oficina e àqueles que querem investir, sobretudo, no interior do país”, ressaltou Fernando Bezerra, ao destacar que o Cartão BNDES é acessível a 52% das grandes empresas brasileiras e a pouco mais de 47% dos pequenos e médios empreendimentos.

Ao lembrar que governadores do Nordeste estarão em Brasília, nesta quarta-feira (15), para mobilizar a bancada da região em relação à votação do ajuste fiscal defendido pelo governo, Fernando Bezerra também sugeriu ao presidente do BNDES o retorno dos investimentos previstos no Proinveste. “O BNDES tem que voltar a assistir os estados; sobretudo, os estados nordestinos, com financiamentos para a melhoria e qualificação do setor de infraestrutura”, defendeu o senador. 

O Proinveste é um programa do governo federal que conta com recursos do BNDES da ordem de R$ 20 bilhões para investimentos de longo prazo em infraestrutura nos estados. São financiamentos de 20 anos, com um ano de carência e juros que vão de 7,1% a 8,1% ao ano.

“REINDUSTRIALIZAÇÃO” – Ao elogiar a atuação de Luciano Coutinho à frente do BNDES nos últimos oito anos, Fernando Bezerra destacou que o banco registra taxa de inadimplência próxima de zero, com lucros estáveis e crescentes. O senador também sublinhou a importância da instituição no que ele classificou de “tomada da reindustrialização” do nordeste; especialmente, do estado de Pernambuco.

O senador lembrou que o banco financiou os polos petroquímico e automotivo, a indústria naval e a infraestrutura ferroviária e rodoviária de Pernambuco, como também o setor de mobilidade. “A indústria pernambucana, antes destes investimentos e destas transformações, representava menos de 20% do Produto Interno Bruto (PIB). E as expectativas para o final desta década é que o PIB da indústria represente mais de 30% da economia do estado de Pernambuco”, destacou.

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