terça-feira, 23 de julho de 2013

ENFIM JUNTOS NOVAMENTE: LUIZ GONZAGA E DOMIGUINHOS

MORRE DOMINGUINHOS:  Até mesmo a asa branca

Bateu asas do sertão...

Morreu nesta terça-feira (23), no hopistal Sírio-Libanês, em São Paulo, o cantor, instrumentista e compositor José Domingo de Morais, o Dominguinhos, aos 72 anos. O músico lutava há sete anos contra uma cancêr de pulmão e estava desde o dia 17 de dezembro internardo com pneumonia e arritmia cardíaca, primeiro em Recife e depois na capital paulista. 
Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, Dominguinhos morreu às 18h, em decorrência de complicações infecciosas e cardíacas.

 Dominguinhos tinha 71 anos Foto: TV Globo / Divulgação
Carreira
José Domingos de Morais, mais conhecido como Dominguinhos, nasceu em Garanhus, no dia 12 de fevereiro de 1941. Instrumentista, cantor e compositor, ele começou a carreira no trio de irmãos Os Três Pingüins, quando tinha sete anos. Em uma das apresentações, o grupo tocou para Luiz Gonzaga, que encantado com a habilidade do menino, resolveu apadrinhá-lo. Em 1954, foi para o Rio de Janeiro tentar a sorte.
Assim que chegou, ganhou uma sanfona de Gonzagão e formou com Miudinho e Borborema o Trio Nordestino. Em 1967, Pedro Sertanejo levou o rapaz para gravar discos de forró, como solista. Um ano depois, conhecer Anastácia, sua primeira mulher e parceira, com quem fez músicas de sucesso, como o clássico Eu Só Quero Um Xodó, Tenho Sede, Saudade Matadeira e Forró em Petrolina.
No pós-tropicalismo, firmou parcerias com Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Maria Bethânia. Durante esse período, conhece e se casa com Guadalupe, sua segunda mulher. Com Chico Buarque, escreve Tantas Palavras e Xote da Navegação. Apesar de tantos nomes já famosos, foi como Nando Cordel que fez uma de suas canções mais famosas: De Volta pro Aconchego, que viria a ficar famosa na voz de Elba Ramalho.
Em 2002, foi vencedor do Grammy Latino, com o álbum Chegando de Mansinho. Quatro anos depois, levou o Prêmio Tim como Melhor Cantor Regional. Em 2010, levou o Prêmio Shell de Música, entre muitos outros prêmios. O último álbum do cantor, Yamandu + Dominguinhos, foi lançado em 2008.

Pequena homenagem do Jornal Online Araripe Informado

Até mesmo a Asa Branca
bateu asas do sertão
voou com Dominguinhos
abandonou seus ninhos
e foram com Gonzagão
A sanfona chorou
depois se calou
o acordeon é hoje, solidão!

Extraído de um repente (Cordel) de Ernildo Arruda, às 20hs:14min 23.07.2013



Discografia
1964 - Fim de Festa
1965 - Cheinho de Molho
1966 - 13 de Dezembro
1973 - Lamento de Caboclo
1973 - Tudo Azul
1973 - Festa no Sertão
1974 - Dominguinhos e Seu Acordeon
1975 -  Forró de Dominguinhos
1976 - Domingo, Menino Dominguinhos
1977 - Oi, Lá Vou Eu
1978 - Oxente Dominguinhos
1979 - Após Tá Certo
1980 - Quem me Levará Sou Eu
1981 - Querubim
1982 - A Maravilhosa Música Brasileira
1982 - Simplicidade
1982 - Dominguinhos e Sua Sanfona
1983 - Festejo e Alegria
1985 - Isso Aqui Tá Bom Demais
1986 - Gostoso Demais
1987 - Seu Domingos
1988 - É Isso Aí! Simples Como a Vida
1989 - Veredas Nordestinas
1990 - Aqui Tá Ficando Bom
1991 - Dominguinhos é Brasil
1992 - Garanhuns
1993 - O Trinado do Trovão
1994 - Choro Chorado
1994 - Nas Quebradas do Sertão
1995 - Dominguinhos é Tradição
1996 - Pé de Poeira
1997 - Dominguinhos & Convidados Cantam Luiz Gonzaga
1998 - Nas Costas do Brasil
1999 - Você Vai Ver o Que é Bom
2001 - Dominguinhos Ao Vivo
2001 - Lembrando de Você
2002 - Chegando de Mansinho
2004 - Cada un Belisca un Pouco
2005 - Elba Ramalho & Dominguinhos
2006 - Conterrâneos
2007 - Canteiro
2008 - Yamandu + Dominguinhos

Até mesmo a Asa Branca
bateu asas do sertão
voou com Dominguinhos
abandonou seus ninhos
e foram com Gonzagão
A sanfona chorou
depois se calou
o acordeon é hoje, solidão!

Extraído de um repente (Cordel) de Ernildo Arruda, às 20hs:14min 23.07.2013

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