quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Ex-prefeito é condenado a seis anos de prisão por desvios de recurso federal



A juíza Marina Rocha Cavalcante Barros, da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí, condenou o ex-prefeito do município de Coivaras, Benerval Freire de Araújo, a seis anos de prisão. O ex-gestor irá responder por desvios de recursos do Governo Federal para a educação básica.

O ex-prefeito foi ainda condenado a pagar 10 dias-multas além da à inabilitação, pelo prazo de três anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação. O condenado deverá inicialmente cumprir a pena em regime semi-aberto. Benerval foi prefeito de Coivaras por dois mandatos, 1996 a 2000 e 2000 a 2004 e é atualmente vereador, tendo sido eleito pelo PSB com 188 votos

É HOJE! A PREFEITURA MUNICIPAL DE ARARIPINA TRÁZ PARA VOCÊ: Regis Danese - dia 31/10/2013 - Dia do Evangélico em Araripina-PE

diaeangelico

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Câmara Federal proíbe custódia de presos em delegacias


















A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (30), o projeto de lei que proíbe a custódia de presos em delegacias e em dependências das polícias federal e civil. De acordo com o texto, é permitida a permanência do preso na delegacia, por até 72 horas, apenas nos casos de prisão em flagrante para que a lavratura do auto de prisão seja feita. A proposta deve, agora, tramitar no Senado.

O projeto foi aprovado de forma conclusiva pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) – regime de tramitação que dispensa votação no plenário da Casa.

De autoria da deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), o texto foi relatado pelo deputado Luiz Pitiman (PSDB-DF), que foi favorável à proposta e fez algumas mudanças.

O projeto não diz o que acontece nos casos em que os presídios não têm vagas para os detentos. Questionado, Pitiman disse que não é obrigação do Congresso Nacional definir essa solução. “[Acontece] o que a legislação, a princípio, diria: que tem que se construir novas penitenciárias. É obrigação do Estado, não é obrigação do legislador. É uma atribuição do Estado que não está sendo cumprida, que é dar dignidade ao presidiário”, afirmou o deputado.

ASSALTANTES DEBOCHAM E DESAFIAM A POLÍCIA E A POPULAÇÃO DE ARARIPINA-PE, MAIS DE 30 ASSALTOS...

Araripina : Assalto a mão armada

 

De acordo com informações do suplente de vereador Paulo Gonçalves, hoje (30) o agricultor João Leôncio de Souza, residente no sítio Novo, teve sua moto levada, por assaltantes, um CG 150 Fan 2013, placa 5933, inscrição de Araripina, de cor preta, o assalto aconteceu próximo a vila DNOCS, por volta  das14:00hs, os assaltantes chegaram a atirar, por sorte erraram o alvo.

Arca de Noé encontrada por chineses na Turquia

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Conforme publicação do jornal português Correio da Manhã, aArca de Noé  encontrada por historiadores chineses. Os mesmos garantem que o objeto de madeira, preso na montanha, a 4 mil metros de altitude, tem 99,9% de ser a Arca do Dilúvio.


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Yang Ving Cing, um dos historiadores, afirmou que a Arca está protegida no Monte Ararat há cerca de 4,8 mil anos. Esta informação corresponde à data indicada pela Bíblia em Gênesis. A grande caixa, conforme texto original bíblico, com medidas estabelecidas pelo Criador a Noé, para que ele, sua família e mais um casal de cada animal se salvassem do Dilúvio, flutuou durante o período chuvoso até parar no Ararat, na fronteira com o Irã.

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Descobriu-se que o grande barco tem vários compartimentos, que segundo os historiadores, seriam as divisões para acomodar os animais. Agora os chineses pretendem solicitar à Unesco a classificação do local como Patrimônio da Humanidade, conforme o jornal espanhol 20 Minutos, citado pelo periódico português.
                              

Estas descobertas confirmam que a Bíblia e o seu conteúdosão verdadeiros.  E a arca repousou no sétimo mês, no dia dezessete do mês, sobre os montes de Ararate (Gn. 8.4), diz otexto sagrado. Portanto há uma asfixia da mídia para com o fato. Pois notificar nos grandes jornais o fato é tal como um tapa na cara dos ateus, céticos, anticristos. É assumir que realmente a Palavra de Deus não é historia da carochinha. E o príncipe deste mundo não quer os jornais, telejornais, enfatizando esta descoberta. 

O BODE DO ARARIPE EMPATA EM CASA COM O AMÁRICA E É DESCLASSIFICADO.VWALMIR BEZERRA ENTREGA OS PONTOS E SE DEMITE DO ARARIPINA FUTEBOL CLUBE

WALMYR BEZERRA, CHORANDO SE DESPEDE DO BODE, embora essa cena já tenha sido vista antes.

EM PRIMEIRA MÃO !!!
A EQUIPE SHOW DE BOLA DA RÁDIO ARARI FM DEU A NOTÍCIA EM PRIMEIRA MÃO.
O ARARIPINA ESTAVA GANHANDO O JOGO POR 2 A 1 E DEIXOU O TIME DO AMÉRICA EMPATAR A PARTIDA. O RESULTADO FOI 2 x 2
EM ENTREVISTA A EQUIPE SHOW DE BOLA DA RÁDIO ARARI, O PRESIDENTE DO ARARIPINA FUTEBOL CLUBE, WALMY BEZERRA, CHORANDO, DISSE QUE ESTAVA SE DEMITINDO DO CARGO.
WALMY NÃO SE CONTEVE E CHOROU BASTANTE QUANDO FALAVA AO MICROFONE
DA RÁDIO ARARI FM.
COMO SEMPRE A EQUIPE SHOW DE BOLA DEU A NOTÍCIA EM PRIMEIRA MÃO.
A TORCIDA FEZ SUA PARTE, COMPARECEU AO ESTÁDIO E INCENTIVARAM MUITO O TIME, MAS INFELIZMENTE O RESULTADO NÃO FOI FAVORÁVEL AO BODE. Fonte: Fatos em Fotos


VEJAM A POLÊMICA ENTREVISTA DO ARARIPE INFORMADO COM O DIRETOR DO BODE DO ARARIPE, O ANO FOI EM 2012 QUANDO O TIME PASSAVA TAMBÉM POR UMA FASE RUIM E PARTE DA POPULAÇÃO NÃO DAVA CRÉDITOS DE CONFIANÇA NA ADMINISTRAÇÃO DO ARARIPINA FUTEBOL CLUBE, naquela época.

O PRESIDENTE DO BODE DO ARARIPE ABRE O JOGO PARA O ARARIPE INFORMADO.

ESSA MATÉRIA FOI SEM DÚVIDAS UMA DAS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS PELA RÁPIDA ASCENSÃO DO BLOG NO ARARIPE: Postada em dezembro/2012
Entrevista com o presidente do bode do Araripe Walmir Bezerra

Araripe Informado: Alguns comentários surgiram durante a temporada do Bode que a renda anunciada não era compatível com a arrecadada, existia este tipo de situação?
Valmir Bezerra: “nunca existiu este tipo de situação, normalmente era anunciada a renda do ingresso pago, agora o público era o geral, incluindo o todos com a nota”.
Araripe Informado: Qual a maior dificuldade financeira em administrar o bode? Walmir Bezerra: “Conseguir patrocínio. Futebol profissional é muito caro, pra ter uma idéia só a folha de pagamentos era de R$ 147 mil reais, quando entrava o restante das despesas como alimentação durante a concentração dos jogadores ou na casa dos atletas, onde se coloca bolas, chuteiras, tênis, e ainda, despesas com hospedagem e alimentação fora de casa. Ônibus, todas as viagens são mais de 30 pessoas se hospedando e alimentando fora” continuou Walmir “ isso fora o juniores com mais de 20 pessoas também. Ficando em torno de 200 mil mensais, todas essas despesas, com aluguel de casa de atletas, aluguel de carros, para transporte da casa para treinos, só de regularização de jogadores na federação e na CBF foi mais de 20 mil reais”.
Araripe informado: Valmir Bezerra, a que o Senhor atribui uma parte da nação bodeira achar que o Senhor era beneficiado financeiramente com arrecadações do time do Araripina Futebol Clube, o nosso Bode do Araripe? E qual a participação da Prefeitura em relação a ajuda financeira para o time?
Walmir Bezerra: “tenho bastante tranqüilidade pra responder, porque se tínhamos em torno de 200 mil reais mensal tínhamos 70 mil reais da prefeitura de patrocínio, 48 mil reais de todos com a nota liquido e mais 20 mil de patrocínio entre camisas e placas de propagandas, mesmo assim, ainda ficava um negativo de 62 mil reais mês, onde tinha que me virar de todas as formas para cobrir as despesas restantes, com bingos e ingressos pagos em alguns jogos. Não tinha de forma alguma nenhum beneficio financeiro a meu favor, pois como já disse era só despesas altíssimas”.
Araripe Informado: Por que ingressos eram repassados para algumas empresas, que (sic) às vezes usavam de maneiras irregulares para distribuição dos ingressos e se existiam doações de ingressos como forma de fazer política, doando aos torcedores de Araripina?
Walmir Bezerra: “Realmente várias empresas recebiam ingressos também, já que o ingresso é pra ser doado pra população, em troca arrecadavam-se notas fiscais pra prestar contas ao governo do estado, Porque na troca do estádio não tinham a demanda suficiente pra trocar todos os ingressos e receber as notas fiscais que necessitamos pra receber a contra partida do governo do estado, e quanto à distribuição de forma política, acho que não existia esta prática”. Este tipo de procedimento é considerado legal? Perguntou o Araripe informado: “Lógico que sim” respondeu Walmir Bezerra.
Araripe informado: existia algum esquema de benefícios financeiros para os diretores do bode?
Walmir Bezerra: “O bode é um clube sem fins lucrativos, respondeu Walmir Bezerra, portanto presidente e vice não podem ser remunerados, mais como qualquer trabalhador recebia salário da prefeitura municipal de Araripina, e como qualquer trabalhador, acrescentou Walmir Bezerra, trabalhamos pra sobreviver e prosperar, e mais, sou comerciante desde os 18 anos de idade quando tive um restaurante em Recife e posteriormente uma loja de pneus aqui em Araripina, bem antes de o bode ser fundado, e hoje, continuo com meu negocio paralelo, hoje uma pequena locadora de veículos”.
Araripe Informado: O Senhor falou aqui em off alguns nomes, pergunto: Qual a função de Salomão da Rancharia, Evilásio Matheus, Ricardo Arraes e Leonardo Cruz no Bode do Araripe?
Walmir Bezerra: “Evilásio Matheus é vice-presidente do time; Leonardo Cruz foi diretor jurídico; Salomão da Rancharia foi tesoureiro e permaneceu apenas por dois meses”. Porque saiu? “Não lembro bem, mas não quero falar sobre esse assunto” disse Walmir Bezerra ao blog Araripe informado.
Segundo Walmir Bezerra, Ricardo Arraes foi presidente do bode na época que o entrevistado era secretário de Sport e acumulava a diretoria de futebol do bode.
Araripe Informado: Qual a influência do prefeito no time do Araripina Futebol Clube e se alguém influenciava os treinadores na escalação do time?
Walmir Bezerra: “O prefeito é o maior patrocinador e conseqüentemente tem grande influência no clube”.
Araripe Informado: Na gestão do prefeito Lula Sampaio existia uma certa prepotência, ou melhor, uma cobrança mais severa e um tom de mandão por parte do prefeito em relação ao clube?
Walmir Bezerra: “No inicio sim, até por inexperiência, já que era um clube novo na Cidade e ele questionava alguns resultados, mais que logo foi tomando consciência que éramos um time profissional e precisávamos de uma certa independência em relação a prefeitura do município, ou seja, que ele se mantivesse afastado da direção do time”.
Araripe informado: Lula chegou a dar incentivos financeiros a jogadores, para se obter uma boa produção dentro do campo?
Walmir Bezerra: “Foram pagos premiações por vitórias, pelo próprio clube arrecadado através de amigos, já que o clube não tinha esse dinheiro”.
Araripe informado: Walmir Bezerra, o Senhor tinha algum esquema de venda ou empréstimo de jogadores do clube, com fim lucrativo e pessoal, ou qualquer tipo de porcentagem ou lucro para o senhor, por jogador negociado?
Walmir Bezerra: “Não tinha nenhuma empresa pra vincular jogadores e os contratos eram únicos e exclusivos com o próprio clube, não tinha nenhum interesse pessoal, muito menos percentual nas vendas ou empréstimos dos jogadores.
Araripe Informado: Havia rumores de venda de ingressos de todos com a nota por pessoas ligadas ao clube e a torcida organizada do bode. Existiam estas práticas ilícitas?
Walmir Bezerra: “De forma alguma, os ingressos todos com anota tem escrito neles que é proibido a venda, e nós tínhamos o policiamento em todos os jogos para coibir esta prática a pedido da diretoria, infelizmente algumas pessoas que trocavam ingressos pela nota ou que recebiam pra fazer doações poderiam sim está vendendo esses ingressos, mais de responsabilidade destas pessoas”
Araripe Informado: Walmir Bezerra o Senhor quer acrescentar mais alguma coisa em relação esta pergunta anterior? “Sim, tínhamos, por exemplo, um dos nossos colaboradores que era Gerinaldes, e ele vendia os ingressos pagos na forma de me ajudar, ou melhor, ajudar o clube. Gostaria ainda, de lembrar que nesses ingressos pagos nos jogos pequenos, com os times intermediários, eram vendidos em torno de 600 a 700 ingressos, excluindo o todos com a nota que dava uma receita de 9 mil reais por jogo, só que as pessoas não tinham e não tem conhecimento das despesas para poder acontecer um jogo desses”. Então aproveite a oportunidade e esclareça para os leitores deste blog, quais os gastos necessários para esses eventos esportivos, acrescentou o blog Araripe InformadoWalmir Bezerra: “com certeza, quero aqui novamente parabenizar este blog pela iniciativa e inovação com este tipo de matéria, de forma séria, através desta modalidade de entrevistas, pois bem, vamos lá: um jogo desses pra acontecer, por exemplo, gastamos em torno de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais) com gerador; R$ 5.500,00 (cinco mil e quinhentos reais) dos árbitros; R$ 350,00 (trezentos e cinqüenta reais) com gandulas e bilheteiros; R$ 400,00 (quatrocentos reais) de lanches para policiamento, despesas com médicos, além, da concentração desses jogadores em vésperas de jogo, em hotel de primeira qualidade, que totalizavam em torno de mil e quinhentos reais de hospedagem, por jogo”.
Em momento descontraído o Araripe Informado, mandou pergunta direta. O Senhor afundou o bode? Algumas pessoas principalmente da oposição ao próximo prefeito, comentam que o senhor com a ajuda de Alexandre Arraes deixaram o bode cair. O que o Senhor tem a dizer sobre isso? Qual a participação de Alexandre Arraes nesta história?
Walmir Bezerra: “Muito boa sua pergunta, novamente me sinto muito a vontade para responder. Eu não me sinto como se eu tivesse afundado o bode, pelo contrário eu fundei o bode. Em relação a Alexandre Arraes eu só tenho elogios a dar, por que neste ano de 2011 pra 2012 ele deu o maior patrocínio mensal da historia do Araripina Futebol Clube, agora não podemos esquecer que pegamos o clube já com uma folha de pagamento atrasada, com débitos em hotéis e mercados e sem nenhum jogador ter contrato com o clube, todos ameaçando ir embora de Araripina. Pegamos uma folha altíssima, em torno de 147 mil reais, onde tínhamos que arrecadar recursos pra cobrir as despesas, e ainda, reforçar um time de péssima qualidade que tinha sido montado, de forma desorganizada”. Continuou Walmir Bezerra: “Então o que eu poço dizer é que o que começa errado termina errado, e pra finalizar, gostaria de dizer que estou à disposição para recolocar o nosso Bode do Araripe na primeira divisão de uma forma organizada e enxuta”. O Araripe Informado agradeceu ao Senhor Walmir Bezerra, presidente do Bode Do Araripe, pela entrevista concedida, agradeceu também, a presença do vereador Luciano Capitão, que acompanhou toda a entrevista ao lado do amigo e correligionário político Walmir Bezerra.
Blog Araripe Informado: Walmir Bezerra, o senhor tem mais alguma coisa que queira acrescentar?
Walmir Bezerra: “Não, estou de alma lavada, muito satisfeito em poder colaborar e desabafar com exclusividade aqui neste blog. Parabéns pelo blog e sucesso para todos nós, inclusive para o futuro presidente da câmara Luciano Capitão que está aqui ao meu lado e para o nosso querido BODE DO ARARIPE”.
O blog Araripe informado salienta que tratou o time do Araripina Futebol Clube, durante a entrevista, com o codinome de Bode do Araripe, atendendo ao pedido do entrevistado, o presidente do clube Walmir Bezerra.
Edição: Ernildo Arruda
Blog Araripe Informado. Chegando à frente!



CASO DO PROMOTOR ASSASSINADO: VÁRIAS PERGUNTAS AINDA ESTÃO SEM RESPOSTAS E TESE DA POLÍCIA COMEÇA DESMORONAR

“É difícil acreditar em Mysheva” a noiva do Promotor assassinado


Com base no procedimento policial que apura o assassinato do promotor de Justiça Thiago Faria Soares, que ocorreu no último dia 14, o advogado do agricultor Edmacy Ubirajara, suposto executor do crime, questiona alguns pontos obscuros que cercam as investigações. 


O criminalista Anderson Flexa, que está analisando minuciosamente o inquérito, levanta uma série de dúvidas sobre o caso. Flexa não acredita na versão de Mysheva, que disse ter rolado no chão para escapar dos tiros. 



Segundo o advogado, ela também teria afirmado que o noivo, mesmo após ser baleado no pescoço, pronunciou a frase “Oh, Mysheva” e parou o carro, em que estava, no acostamento. 



O jurista não entende como uma pessoa baleada no pescoço poderia ainda falar. Ainda segundo Flexa, a advogada reconheceu o agricultor Edmacy como autor dos disparos que vitimaram o jurista, mas alegou que não o conhecia anteriormente. 



Flexa observa que os familiares do suspeito, no entanto, afirmam que os dois (Mysheva e Edmacy) frequentavam os mesmos eventos e que o tio do pai da advogada já teria sido casado com a tia do agricultor. 



O criminalista também diz acreditar que o sigilo decretado pela Polícia Civil sobre as investigações se deve a questões que haviam passado despercebidas e precisaram ser aprofundadas.



Confira a íntegra da entrevista.



Como a vítima pôde estacionar o carro tão alinhado ao meio fio após ela levar um tiro? 



 De acordo com o depoimento da Mysheva, a vítima, após levar o tiro, estacionou o veiculo, olhou para ela e pronunciou a seguinte frase “Oh Mysheva!”. Ela disse que ele havia sido atingido por um carro que emparelhou com o que eles estavam e efetuou o primeiro tiro, atingindo o promotor na região do ombro e pescoço, mas que, mesmo assim, o promotor estacionou e os algozes dispararam os outros tiros. O veículo foi periciado e, segundo declarações de curiosos, ainda estava ligado e só não estava em movimento por estar com a marcha na posição “P”.



O carro do promotor é automático e fotos da cena do crime mostram que o câmbio estava na posição “P”, oque indica que ele estacionou o veículo. Ele teria estacionado antes ou depois de levar o tiro? 



 Essa marcha só pode ser acionada com o carro parado e com o pé acionando o pedal do freio. Sem os comandos simultâneos, não é possível acionar a marcha. A versão é um tanto estranha, pois o veiculo dos algozes jamais alcançaria o veiculo do promotor. No depoimento, ela (Mysheva) diz que se tratava de um carro popular Corsa (velocidade de 181 km/h) tentando alcançar uma Hyundai ( 223 km/h). O promotor escaparia por estar em um carro potente e automático. O carro dos assassinos jamais alcançaria o promotor, a versão seria mais aceitável se o carro da vítima já estivesse parado na hora da investida. A dúvida paira na seguinte pergunta, quem levaria um tiro, desarmado, e estacionaria para alguém que acabou de disparar uma espingarda calibre 12?



Mysheva afirma que para fugir dos tiros se jogou no chão e ficou acompanhando o vai-e-vem do carro do assassino, sempre girando de um lado para o outro, para não ser atingida. Como estes movimentos no chão não deixaram marcas na advogada, exceto por um arranhão no joelho? 



 É difícil crer nessa versão, pois, se o alvo era uma autoridade da cidade, creio que os assassinos não deixariam ninguém vivo para testemunhar, nem ela nem o tio, que afirmou ter sido visto pelos assassinos.


PONTOS OBSCUROS
Se Mysheva diz não conhecer Edmacy, como pôde apontá-lo como atirador, ainda mais em meio a um tiroteio do qual tentava fugir?


 Ela repetiu as mesmas características do executor várias vezes. Em relação a apontar Edmacy como suspeito, não há o que questionar. Se ele é suspeito, tem que ser investigado. O ponto que nos causa intriga é o fato de ela ter reconhecido uma pessoa com a qual ela teve um contato, inclusive mais estreito, pois o tio do pai da Mysheva era casado com a tia do Edmacy. Sempre que havia evento relacionado aos tios, eles acabavam se encontrando. E se ela o reconheceu com tanta certeza, por que não foram identificados vestígios no Edmacy? E se ele estava na cena do crime, não poderia estar no centro da cidade de Águas Belas.
Em seu depoimento sobre o carro do assassino, Mysheva já apontou três modelos diferentes: Uno, Celta e Corsa.


Todos esses carros são semelhantes, mas a variação de cores é o que nos deixa com inquietação. E outra coisa, ela afirmou em seu primeiro depoimento que a placa do carro havia sido anotada e que ela era da cor vermelha.

O carro de Edmacy, um Gol escuro, apresenta provas de ter estado na cena do crime, como estilhaços de bala ou vidro ou vestígios de pólvora?



 Nenhuma prova contra Edmacy foi encontrada. A única fundamentação para a prisão dele foi o reconhecimento de Mysheva. Se Edmacy estivesse voltado para a cidade, como acredita a polícia, ele seria filmado pelas câmeras que flagraram o carro dos assassinos seguirem o promotor.



Se o carro de Edmacy não estava na cena do crime, onde estaria o carro do assassino? E as armas usadas, onde estão? 



 A defesa acredita que, assumindo a versão da Mysheva como verdade real, a polícia deixa de investigar outras possibilidades e os vestígios e provas do crime acabam se perdendo ou dificultando cada vez mais encontrá-los. Não estamos buscando identificar os autores, estamos demonstrando apenas que Edmacy é inocente.



Quem são as pessoas que viram Edmacy na manhã do crime e que podem inocentá-lo? 



Todas as declarações foram prestadas na delegacia. A polícia já tem vários depoimentos de várias pessoas afirmando que o Edmacy foi visto em vários locais dentro do percurso declinado em seu depoimento sem qualquer contradição.



Quem é o motorista do carro do assassino? 



 A defesa não vem buscando meios de identificar o autor, nem dispõe de recursos para isso, confiamos no trabalho da polícia.



Onde está Zé Maria?Não sabemos. 



Se Mysheva estava sentada ao lado de Thiago no momento do crime, como o banco do carona estava tão sujo de sangue e nenhum fragmento de bala a atingiu? 



 Não observamos nada nos autos que demonstrasse em Mysheva algum vestígio ou resíduo derivado da investida contra o noivo, mas não acreditamos que ela estava ao lado de alguém que acabara de levar um tiro de 12 no pescoço e ainda teve condições de pronunciar a frase “Oh Mysheva” e estacionar o carro em meio ao acostamento de uma rodovia.



De que forma Mysheva deixou o local do crime? 



 Em relação a isso não houve contradição e as testemunhas foram uníssonas em afirmar a forma que ela deixou o local. Ou seja: que passou uma pessoa conhecida, falou com ela, ofereceu carona e a levou para o hospital. 



Foi mencionado se a roupa dela estava suja de sangue? 
Não consta nos autos. 



A polícia estaria se calando porque a imprensa começou a entrar em uma nova linha de investigação que eles querem resguardar? 



 Muitas fichas foram usadas no sentido de buscar a verdade apresentada pela Mysheva, mas agora que a polícia se deparou com inúmeras perguntas e diversas questões que não ficaram claras, resolveram recomeçar a investigação e buscar aquilo que deveria ter sido feito desde o no início, considerando varias linhas de investigações, não descartando nenhuma hipótese. O silêncio da polícia hoje deve ser pela opinião pública caminhar em sentido contrário às declarações prestadas pela SDS. 



Quais os próximos passos da defesa? 



 Trabalhamos no sentido de não ter a prisão temporária de Edmacy prorrogada. Vamos nos preparar para tudo, sem esquecer a pequena frase que escutamos no início de nossos trabalhos, pronunciada pelo suspeito (Edmacy) “Sou inocente e vou provar a minha inocência”. A defesa não deixará nenhuma brecha para suposições e não irá descansar enquanto não demonstrar que tudo não passou de um erro.

Sabemos que em jogo, está uma vida ceifada de forma brutal de uma autoridade do Estado de Pernambuco, uma suposta quantia do seguro de vida do promotor, a pensão pós morte e uma propriedade com uma fonte de água mineral, avaliado em milhões de reais, segundo especulações de alguns jornais da capital. O que realmente aconteceu?

Fonte: FP e Fatos em Fotos

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Marido de policial militar é decapitado em Realengo, na Zona Oeste do Rio

Cabeça da vítima foi deixada na porta de casa, em uma mochila. 
Mulher de João Rodrigo Santos trabalha na UPP de São Carlos.

Cabeça foi deixada em mochila frente ao imóvel na Rua Laura Dias, em Realengo (Foto: Reprodução / TV Globo)
Cabeça foi deixada em mochila frente ao imóvel na Rua Laura Dias, em Realengo (Foto: Reprodução / TV Globo)

Um homem foi brutalmente assassinado na madrugada desta terça-feira (29) em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Segundo policiais militares, João Rodrigo Silva Santos, de 35 anos, foi decapitado e sua cabeça deixada na porta da casa da esposa dele, PM que trabalha na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de São Carlos, na Zona Norte.
A cabeça da vítima foi deixada dentro de uma mochila em frente ao número 19 da Rua Laura Dias, onde o casal residia, por volta das 6h. Não há informações sobre as motivações do crime.
As primeiras informações coletadas por agentes do 14º BPM (Bangu) dão conta que traficantes das favelas Minha Deusa, Vila Vintém ou Curral podem ter cometido o crime. A Polícia Militar procura os responsáveis.
Policiais da Divisão de Homicídios (DH) foram para o local para realizar perícia.
Agentes da Divisão de Homicídios foram para o local na manhã desta terça (Foto: Reprodução / TV Globo)Agentes da Divisão de Homicídios foram para o local na manhã desta terça (Foto: Reprodução / TV Globo)
Chacina em Realengo
Esse é, pelo menos, o segundo crime brutal em Realengo em menos de uma semana. Na quinta (25), sete pessoas foram mortas a tiros de fuzil e pistola em uma casa, supostamente utilizada para consumo de drogas. A Divisão de Homicídios investiga os responsáveis pela chacina, que teriam invadido a casa encapuzados.

BMW é condenada por morte do cantor João Paulo e pode pagar R$ 400 milhões

 

A BMW do Brasil e a matriz alemã foram condenadas pela morte do cantor João Paulo, em setembro de 1997, segundo sentença da 4ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de São Paulo. Conforme a decisão, o acidente que matou o então parceiro artístico de Daniel foi causado por um problema no pneu da sua BMW 328i, que capotou na rodovia Bandeirantes (SP) e pegou fogo. A indenização por danos materiais e morais chega a cerca de R$ 400 milhões, afirmou o advogado da família, Edilberto Acácio.

Em nota, a BMW do Brasil afirma que não concorda com a decisão. "A empresa esclarece que essa é uma decisão de primeira instância e que apresentará recurso de apelação junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo, quando o caso será novamente julgado por um órgão colegiado formado por desembargadores", afirmou a fabricante.

De acordo com a decisão do juiz Rodrigo Cesar Fernandes Marinho, uma segunda perícia contrariou o laudo do Instituto de Criminalística na época, que apontou como causa do acidente a velocidade acima da permitida no momento do acidente. A nova perícia feita por um especialista afirma que a velocidade era superior sim, mas não provocaria a derrapagem e o capotamento. Segundo o laudo, o pneu dianteiro direito estourou, saiu da roda ou esvaziou repentinamente.

Tanto a perícia policial quanto a do especialista independente verificaram que não havia marcas de pneus na estrada, o que diminui a chance de ter ocorrido um movimento brusco ou uma perda de controle do veículo pela velocidade excessiva. Além disso, a perícia inicial constatou que o acidente ocorreu a 268 km/h - velocidade superior à máxima indicada pela fabricante de 240 km/h. No processo, a BMW afirma que não pode afirmar qual era a fornecedora dos pneus.

Após o acidente, o catalisador teria entrado em contato com a gasolina derramada, provocando o incêndio que matou João Paulo. Como a perícia não atribuiu a culpa do acidente ao motorista e a BMW não conseguiu descartar um possível defeito de fabricação no conjunto das rodas ou nos pneus, o juiz determinou uma indenização de dois terços dos rendimentos do cantor e mais R$ 300 mil por danos morais para a filha e a ex-mulher. De acordo com o advogado Edilberto Acácio, o cantor faturava em torno de R$ 1 milhão por mês e o valor da indenização, acrescido de juros, seria de cerca de R$ 400 milhões.

Fonte: Terra

PREFEITURAS DE PERNAMBUCO ENTRAM EM GREVE E OUTRAS DO VIZINHO ESTADO DO PIAUÍ AMEAÇAM PARAR


greve
As prefeituras da Mata Norte e do Agreste Setentrional de Pernambuco resolveram entrar em greve. Nesta quarta-feira (30) os Executivos dessa regiões estarão de portas fechadas em sinal de protesto contra diminuições nos repasses federais, notoriamente os do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
A manifestação é organizada pelo Consórcio dos Municípios da Mata Norte e Agreste Setentrional (COMANAS). O ato está agendado para ocorrer às 9h, na sede do consórcio, na BR-408, Bairro Novo, na cidade de Carpina. Está prevista a reunião de diversos prefeitos deputados e senadores do estado. Durante a mobilização será pedida uma política autônoma para os municípios, que sofrem com a inconstância de valores repassados pela união.
“Agora em outubro teve município que não recebeu nada, nas parcelas do FPM, no qual os municípios têm direito. Se continuar dessa forma as prefeituras irão demitir funcionários, deixar de investir na infra-estrutura da cidade, não teremos como pagar aos nossos fornecedores”, alerta Belarmino Vasquez, presidente do Comanas.
Belarmino disse, ainda, que a forma em que é feito o repassedo FPM precisa ser revista “urgentemente”. “O governo federal precisa rever a forma que é repassada as verbas para os municípios, Se continuar assim os prefeitos só irão viver com o pires nas mãos e as prefeituras irão fechar”, completou. (Diário de Pernambuco)

"A MÁFIA É MAIS PESADA" Destaca o blog Casa de Abelha de Araripina, em postagem sobre possíveis candidatos do Araripe, onde o blog retrata candidatos da região como "mafiosos' da política. A frase virou polêmica no facebook e alguns ficaram sem entender o que o blog queria passar para o público. Vejam trecho da postagem abaixo:

BRINGEL FILHO TERÁ DIFICULDADES DE VIABILIZAR SUA CANDIDATURA A DEPUTADO ESTADUAL

Segundo informações do conceituado Blog do Martinho Filho que noticiou com exclusividade que o PSDB estadual tem interesse na candidatura do vereador Bringel Filho para deputado estadual nas próximas eleições 2014, (apesar de desejar boa sorte ao jovem), ele terá bastante limitações de viabilizar sua candidatura por conta das limitações dentro do grupo do qual faz parte. Candidatura a estadual não é vereador não, a máfia é mais pesada. Seu pai Bringel ex-prefeito e ex-deputado sabe muito bem do que estamos falando...
Antes não tinha nenhum candidato a estadual na região, agora já apareceu além de Bringel Filho (PSDB), Valmir Filho (PR), Ricardo Arraes (PSB), Dr. Aluízio (PMDB), Ricardo Ramos (PT) além do próprio deputado de mandato Raimundo Pimentel (PSB). (trecho extraído do blog casa de abelha)

PORTAL EXAME DA ORDEM DENUNCIA: ADVOGADOS CHEGAM A COBRAR R$ 20,OO PARA FAZER UMA AUDIÊNCIA

O fundo do poço: a realidade de um mercado em que um advogado recebe R$ 20,00 para fazer uma audiência

Lex mercatoria – a lei do mercado – oferta e procura no mercado da advocacia. O que isso tem causado na classe?
Recebi o e-mail de uma advogada do Rio de Janeiro e estabeleci com ela um diálogo sobre a atual condição dos jovens advogados naquela cidade. Curiosamente, na última quinta-feira eu fui ao Rio de Janeiro e conversei com algumas pessoas que confirmaram a situação.
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Vamos a conversa:
Boa Tarde Mauricio,
Hoje olhando algumas noticias da OAB, li que a OAB RJ estava preocupada com os profissionais se oferecendo a 20 reais. Como advogada minha preocupação não é por 20 reais, mas pela desvalorização da profissão. Vejo que o blog é um canal de apoio aqueles que buscam a tão sonhada carteira. Mas vejo que é desde a universidade ou cursinho e porque não canais de informações como o seu para começar um trabalho de valorização da profissão, do recém formado e porque não dos próprios bacharéis. É importante a conscientização que a advocacia de feira só transforma o mercado em sacolão. Desvaloriza o profissional que já está a anos mercado e aquele que esta entrando.
Entramos na era do quem oferece pelo menor valor. Antes os bacharéis de direito eram formados para advocacia, magistratura e demais carreiras. Hoje para quem escolhe a advocacia já ganha de brinde um kit feira. – Ei entra aqui, audiência por 20 reais mas se eu cuidar da causa faço tudo por 25. Enquanto o outro, do lado oposto da rua oferece 3 audiências, 1 intimação, 2 reuniões e 1 contrato por 30 em 3 vezes sem juros.
Se não bastasse a feira na rua, elas se estendem aos escritórios que disputam entre sim quem pagará menos. Eu pago 1000, não não!! Chega aqui, eu pago 800 por período integral! Não não, meu escritório fatura milhões por ano, venha cá, você trabalha pelo status e a honra de trabalhar aqui e eu te pago 400, mas você tem que comprar um terno melhor, porque só atendemos clientes classe “A”, não pega bem esta sua cara de fome.
Então quando a feira vem a público começam as discussões vazias sobre o tema. Levanta um terno Armani e fala: “- Temos que punir estes advogados sem ética manchando a imagem da advocacia se oferecendo por 20 reais na audiência. Mas quando vão efetuar seus pagamentos aos seus nobres profissionais do escritório está lá: 1000 reais.
Antigamente optar pela área jurídica seria sinônimo de uma boa situação financeira, status e luta pela justiça. Hoje em dia significa que o “junior” será escravo do império do “sênior “. E quando o juninho que ganhava 800 se tornar pleno e começar a ganhar 1.500 já começará a pisar nos juninhos de 800. E assim sucessivamente….
Mas de tudo isso é importante destacar que todos os grandes escritórios que oferecem salários de estágio para advogados exigem um profissional qualificado, com uma vida acadêmica ativa. Que busque seu mestrado e seu doutorado. Abrem anualmente números “insignificantes” de vagas em universidades federais e estaduais para os juninhos conseguirem esta qualificação em seus lattes. E nas universidades particulares? Bom, se o juninho ganha 1.500 para sobreviver, alguém acha que ele consegue pagar uma pós?
A estes profissionais só restam à advocacia de feira. Oferecendo seus serviços mais baratos que o quilo do tomate.
OAB punir é a solução? Óbvio que não, pois sendo assim deveriam começar dentro dos escritórios com salários de estagiários para profissionais pós graduados. E estes profissionais são ruins? Não, mas precisam se submeter a estas condições para permanecer no mercado. Olhando em anúncios de finais de ano, me deparo com “procura-se funcionários para serviços gerais, ensino fundamental completo, salário 900+ VT+VA”. Vejo outro: Vaga para advogado, com no mínimo 2 anos de experiência com salário de 1.220, preferência com carro, período integral, inglês fluente será um diferencial”. HUM? Como assim? O salário não paga quase a anuidade. Carro? Meu filho, com 1.220 não dá para ter uma bicicleta, frequentar um curso de inglês? Ta bom sênior, senta lá!!!
Sem falar que para iniciar a profissão como advogado não basta o simples certificado de bacharel. Você precisa entrar no mundo fantástico de bob e ser aprovado no Exame de Ordem. Sou completamente a favor do exame desde que ele fosse justo e elaborado por profissionais de direito, pois pelos erros grosseiros das provas, as questões devem ser elaboradas pelos professores do enem. Mas isso dá uma outra conversa!
Com passos largos a advocacia se torna cada dia mais desvalorizada. Alguns culpam os números elevados de cursos de direito pelo país. Bom, primeiramente são estas faculdades em meio à lugares onde nunca os grandes grupos educacionais irão é que proporcionam o crescimento profissional e a melhoria de mão de obra local de muitos. O que deve existir é preocupação com a qualidade desta instituições. É egoísmo de a classe média achar que só devemos ter meia dúzia de cursos de direito a 1000 reais a mensalidade, em grande centro.
Graças a esta “popularização da graduação” as mensalidades hoje são muito mais acessíveis (além claro de mil programas do governo para facilitar). No entanto reforço, o MEC deveria sim se preocupar com a qualidade para não serem vitimas dos “Estelionatos educacionais”. Além do que o profissional já formado não deve arcar com o ônus de ser um eterno “juninho”. Pois isso vem sendo a justificativa de alguns para os altos índices de reprovação dos exames de ordem, faculdades demais com qualidade de menos. Quando alguns mais corajosos gritam ao mundo que o exame é uma reserva de mercado pelo número elevado de bacharéis que se formam todo ano.
Bom, independente das duas correntes a verdade é sim que se temos 10 profissionais e 8 se oferecendo a preço de banana caturra (1,99 kg) aqueles que cobram o preço da banana maça (2,99) terão mais dificuldades na captação de clientes e só resta o juninho cobrar 1 real mesmo saindo no prejuízo.
Além do que a advocacia de feira não ficam restrita a profissionais recém-formados. Há profissional “sênior” na praça vendendo seu peixe muito abaixo da tabela da OAB com seus currículos atraentes e suas placas Hollywoodianas.
Não adianta lavarmos nossas mãos com os novos profissionais nem fecharmos para os mais velhos. A política de punir não funciona! Conscientização dos profissionais ainda é a melhor forma.
Por isso acho muito bacana se o blog conversasse com os leitores também sobre a importância desta valorização da advocacia.
Basta de “Meu tomate é melhor, chega aqui , podemos negociar!”
O texto acima, segundo a sua autora, foi derivado de um comentários feito pelo vice-presidente da OAB/RJ, Dr. Ronaldo Cramer, em alusão a uma audiência pública realizada na seccional carioca:
“A OAB/RJ realizou, na segunda-feira, audiência pública para tratar da dramática situação dos audiencistas, i.e., advogados que recebem em torno de R$ 20,00 para fazer uma audiência ou realizar uma diligência processual em ações seriadas, normalmente em curso nos Juizados.
Vejo duas causas principais para esse problema.
A primeira é a discriminação que os Juizados vêm sofrendo. Os Juizados, criados para ser uma Justiça de bairro, próxima da cidadania, viraram um órgão de segunda classe do Judiciário. Existem poucos, estão mal localizados, não têm estrutura, não têm serventuários, não têm juízes togados e estão abarrotados de centenas de milhares de ações que discutem a mesma tese jurídica. Ou seja, os Juizados não funcionam.
A segunda é que, para as empresas, vale muito mais a pena desrespeitar direitos e deixar o cidadão ir ao Juizado, do que o contrário. Na cabeça de certo empresariado, exatamente porque os Juizados não funcionam, condenam mal, demoram, é melhor deixar o cidadão ir para lá – e a reboque os advogados -, do que as empresas reformarem suas práticas.
A OAB/RJ vai fazer o seu papel, que é tentar impedir que parte da advocacia seja desvalorizada e receba honorários indignos. Não existe audiencista, existe advogado. A Seccional também terá olhar atento para os advogados associados e escritórios, que igualmente são reféns desse processo de desprestígio da advocacia que ocorre no contencioso de massa.
No entanto, é preciso compreender que não pode mais valer a pena para uma empresa preferir sofrer uma ação judicial. E isso somente ocorrerá quando os Juizados forem reestruturados e houver, na legislação, instrumentos processuais para lidar com as ações seriadas.
Sobre esse último ponto, o Projeto do novo CPC, cuja votação foi adiada para hoje, tenta dar sua contribuição.
Que triste realidade…
Eis um contexto funesto sobre as condições de trabalho de uma MASSA indefinida de profissionais que tentam sobreviver (sobreviver é diferente de viver) em um ambiente tão saturado.
Aliás, a saturação independe de quaisquer mensurações na prática, pois basta observar os valores praticados no mercado para se perceber a realidade da saturação.
Vamos entender o contexto!
O que regula os preços a a lei da oferta e da procura – Lex Mercatoria. O sistema remuneratório da iniciativa privada segue um princípio bem elementar do capitalismo: o valor está na raridade.
A regra é simples: muitos advogados no mercado = remunerações mais baixas.
Os preços a serem pagos são o resultado final de um embate entre o capital e o prestador de serviço.
O serviço só é remunerado se houver um acordo, e o valor irrisório de R$ 20,00 é o resultado de uma série de consensos contratuais estabelecidos de forma relativamente uniforme quando da prestação deste tipo de serviço.
Acham R$ 20,00 pouco? Na realidade ele é reflexo dos salários praticados hoje na advocacia. Vejam só:
Imaginem que um advogado “audiencista” cobre R$ 20,00 e faça, em média, 3 audiências por dia em juizados especiais. Algo bem factível. Dá para projetarmos com isso uma remuneração final mensal para ele:
Valor por audiência: R$ 20,00
Valor apurado diariamente: R$ 60,00
Valor semanal: R$ 300,00
Renda mensal: R$ 1.200,00
Voilá! Eis que o valor mensal de R$ 1.200,00 representa, exatamente, o salário pago a jovens advogados para darem um expediente regular em um escritório.
Ou seja: os R$ 20,00 por audiência representam sim o resultado do consenso do mercado, e este, os R$ 20,00, FAZEM SENTIDO sob este ponto de vista.
Mas aí os puristas podem bater no peito e bradar: “É um absurdo que advogados se VENDAM por valor tão irrisório! Deveriam ser punidos pela OAB!!
Não é bem assim…
pedinte
O contexto, este que determina os preços, é composto por alguns elementos básicos, descritos em uma equação simples: “uma saturação de profissionais que ocupam de forma homogênea um mesmo substrato. Ou seja, jovens advogados, graduados ou com pós-graduação (foi-se o tempo que uma pós era um diferencial!), realizando um serviço com grau de complexidade reduzido, ou seja: qualquer um pode fazer.”
Isso joga os preços naturalmente para baixo. E, obviamente, quem dentro deste universo se recusar a aceitar os R$ 20,00 fica fora do jogo, pois no lugar dele o contratante encontrará um substituto de forma rápida, simples e que se desincumbirá do serviço de forma satisfatória.
A aceitação deste valor não depende de quem procura serviço. Este é visto por quem oferece a remuneração como uma commodity, um elemento abundante e de fácil reposição.
Assim, com estes elementos, temos formado o quadro de preço baixo e aceitação tácita, por mais que seja aviltante, de preços tão irrisórios.
O papel da OAB
Alguém agora deve estar perguntando: “e o que a OAB pode fazer para acabar com isso?”
Este é um tema recorrente dentro da entidade, inclusive é objeto de muitas deliberações no Conselho Federal.
Não que eu despreze o trabalho da entidade ou as boas intenções que visem mitigar essa realidade, mas eu acredito piamente que a questão é absolutamente INSOLÚVEL.
E o é por motivos óbvios.
Primeiro porque tratam-se de relações privadas, e a Ordem só pode tomar alguma providência se a parte explorada fizer uma denúncia. De outra forma, a entidade não tem como controlar as múltiplas relações contratuais que ocorrem a cada santo dia. Não existe, portanto, um poder fiscalizatório eficiente e nem poderia ter.
Depois, a parte explorada que fizer uma denúncia IMEDIATAMENTE é posta à margem do sistema. Quem contrata detém o poder econômico, da mesma forma que tem estabelecido, em regra, uma teia de relacionamentos com os outros agentes do mercado, ou seja, os outros escritórios que terceirizam serviços. Se um advogado busca seus direitos e tenta quebrar a regra do mercado (imposta de forma natural, diga-se de passagem), ele será inexoravelmente rifado do sistema. Ninguém quer pagar mais caro se pode pagar barato e ninguém quer contratar quem não é confiável quanto ao acordo de valores previamente estabelecido.
Ou seja: ou joga o jogo ou está fora.
Por fim, o grande causador do problema, o ensino jurídico super-saturado, continua do jeito que está e provavelmente continuará por muito tempo.
O drama da saturação decorre diretamente da expansão desenfreada de vagas de Direito em faculdades particulares. Hoje somos 800 mil advogados, e talvez fôssemos uns 2 milhões caso o Exame de Ordem não existisse.
É o Exame que impede(!) a precarização absoluta da profissão.
Sabemos que a OAB está interferindo no MEC para acabar com a expansão do ensino jurídico superior. E, creio, vai conseguir, mas uma coisa é impedir a expansão, outra, completamente diferente, é REDUZIR o atual quadro. Isto a OAB não vai conseguir fazer, pois o lobby do mercado da educação tem uma imensa influência e um belo de um poder econômico.
Por mais que a entidade se mobilize, crie pisos profissionais, faça ou aconteça, não vai conseguir mudar o quadro. A OAB não tem força para isto e suas mobilizações são meramente paliativas, quando não eleitoreiras.
O contexto é mais forte do que a entidade.
E o que fazer?
Tentem absorver agora uma lição importante. Certamente será a mais importante do dia de hoje, e, com sorte, a mais importante durante muito tempo quando o assunto é carreira: o valor do profissional está em sua raridade.
Diamond with Clipping Path
Por que aceitar receber R$ 20,00? Porque o jovem advogado não está em condições, naquele momento, de arranjar uma ocupação profissional diferente e que tenha um grau técnico mais sofisticado.
Simples assim!
Naquele momento não há alternativa.
Vou-lhes contar um caso interessante. Há uns 4 ou 5 anos eu trabalhava em um escritório ligado ao direito eleitoral, e estávamos envolvidos no caso da cassação de um governador. Minha participação neste caso foi mínima, até porque eu atuava mais na área do STJ e STF e longe deste ramo específico do Direito.
Lembro-me então que este governador, nosso ex-adverso, contratou um advogado para fazer a sustentação oral no TSE. Sabem quanto o advogado cobrou? Um milhão de reais!
surpresa
Sim, sim, sim…sem nenhuma invencionice: foi mesmo 1 milhão de reais para sustentar durante 10 ou 15 minutos na tribuna. Meu então chefe, muitissimo bem relacionado, ficou sabendo deste valor.
Pergunta: a sustentação vale mesmo isso tudo?
Resposta: quem era o advogado?
Em suma: o advogado era tão bambambam, tão conhecido, já havia sido uma pá de coisas nos altos escalões da República que podia se dar ao luxo de cobrar este valor e, sem gerar no contratante um grande muchocho, receber o pagamento.
E assim foi.
Imaginem agora o jovem advogado que cobra R$ 20,00 por audiência. Ele tem condições de cobrar R$ 1 milhão em grandes causas?
Não, né?
Este é o ponto.
Em um momento de sua carreira suas CIRCUNSTÂNCIAS PESSOAIS impedirão voos mais elevados. A carreira é uma progressão, e cada passo, cada subida de patamar depende em boa parte de planejamento e estudos.
Não é só fazer uma pós, é ter experiência. Não é só saber peticionar bonitinho, é conhecer gente que conhece gente. Não é só querer receber dinheiro, é ter de investi-lo pensando no longo prazo. Não é só imaginar finais de semana legais, mas passá-los trabalhando.
Difícil sim, mas também apresenta resultados ao longo dos ANOS. E, tenham a certeza disto, só a minoria está disposta a fazer sacrifícios agora em nome de um futuro melhor. A maioria não consegue enxergar o futuro tão longe assim no horizonte.
Se por um acaso te oferecerem um salário mixuruca para fazer um trabalho, e a necessidade o compelir a aceitar, lembre-se de que isso deriva de você mesmo, e não do mercado.
O mercado nunca está errado.
Reflita e trace um roteiro para fazer um upgrade no seu valor pessoal.